quarta-feira, 4 de novembro de 2009


PASSAPORTE
Guida Linhares

Hoje entrei em silêncio,
no mais profundo do ser,
comungando com o universo.

Os anos passam muito rápidos,
e logo a derradeira barca,
chegará ao meu porto.

Preciso deixar tudo em ordem.
Na bagagem sempre cabe
mais um ensinamento.

Não posso esquecer
de examinar o passaporte.
Terei cumprido a missão traçada?

Quantas vezes fui injusta,
não compreendi a razão do outro.
Porque o ser humano é tão crítico?

Tantas outras pensei só em mim,
e nem tive tempo para os demais.
Porque cada um de nós se acha o centro do mundo?

E as demais folhas em branco,
coisas que deixei de fazer.
Porque o comodismo devora as boas intenções?

Oh! Deus, dai-me os anos que preciso!
Para atualizar o passaporte vencido,
antes que a barca me conduza...

Neste espaço-tempo de aprendizagem,
ainda preciso preencher lacunas,
com mais Amor, Solidariedade e Alegria.

Santos/SP
03/11/09

Participação na Ciranda Poética
"Passaporte" do site A Era do Espírito"
http://aeradoespirito.sites.uol.com.br/

***



quinta-feira, 29 de outubro de 2009


A ESSÊNCIA DE CADA UM
Guida Linhares

Liberte a sua mente e voe além do horizonte.
Busque a sua essência, e ela se revelará!
Tantas vezes ouvimos o que os outros dizem,
e não aquilo que o nosso coração nos diz.
Seja você mesmo, em qualquer circunstância.
Faça valer as suas idéias; defenda seus argumentos.
Não se deixe manipular. Pense que você é singular.
Não há mais ninguém no mundo igual a você!
Descubra-se! Perceba-se! O que você gosta?
O que gostaria de fazer?
Saiba que existe um lugar no mundo,
que apenas você pode ocupar!
E desta forma você alcançará
a realização pessoal e isto fará com que
a felicidade more dentro de você!
Liberte-se de sua própria prisão.
Voe livre, com plenitude de vida.

Santos/SP/Brasil
29/10/09

quarta-feira, 28 de outubro de 2009


GOTAS DE FELICIDADE
Guida Linhares

Um dia voce chegou
com a tua bagagem de sonhos.
Abriu a mala e mostrou a ternura
embalada com fitas douradas.
Trouxe flores perfumadas,
as mais delicadas rosas.
Ofertou-me um relicário,
cheio de alegres borboletas.
Desdobrou um lençol de cetim,
cobrindo a grama do jardim.
Convidou-me a sentar,
para ouvir a tua canção.
E como cantaste! Que doce melodia,
fiquei em pleno encantamento.
Me destes um beijo...
o mais doce e demorado que já recebi.
Teus braços fortes me enlaçaram,
e tudo em volta desapareceu.
E voamos, voamos alto,
até onde as nuvens bailam.
O sol da paixão aqueceu
nossos corações solitários.
As almas se fundiram numa só,
e os corações se entrelaçaram.
Depois do êxtase, adormecemos.
Quando acordei, não estavas mais.
Te busquei por entre os canteiros,
chamando pelo teu nome...
Então me dei conta,
de que és um navegante sem porto.
Chegastes como uma lufada de vento,
partindo ao nascer do sol.
Deixastes como lembrança,
o toque de amor e carinho,
tatuado nas entranhas.
Agora em manhãs ensolaradas,
sento na areia da praia, olhando o mar.
E sei que onde tu estejas,
uma gota de felicidade
buscarás em algum lugar.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009


FLORES MURCHAS
Guida Linhares

Pela primeira vez,
elas se conservaram por anos a fio,
belas, viçosas e perfumadas,
em um vaso de cristal.
Mas não sobreviveram,
ao enfrentarem um vendaval....
Quedaram-se silenciosas,
as pétalas espalhadas no chão,
retalhos de vidas em diapasão.

Mas houve uma segunda vez,
novas flores num vaso colocadas,
inspiraram venturas tamanhas,
anseios deslocados,
alegrias compartilhadas,
que foram sendo esmagadas
por um cotidiano rotineiro.
Veio o cansaço e o tédio,
podá-las foi o grande remédio.

Mas a terceira vez, ah...parecia
que as flores nunca mais iriam fenecer...
na adoração mútua de instantes de felicidade,
corações alegres e palpitantes,
sonhos desabrochados,
afetos permeados de beijos,
muita satisfação de desejos,
mas não sobreviveram as pétalas,
nem seu mais suave perfume,
ao primeiro afastar do lume.

Que as flores murchadas no tempo,
testemunhas de trajetórias amorosas,
voltem ao pó da terra,
para que renasçam novas sementes,
na vida que tudo transforma,
desde o mais simples ser vivente,
ao ser humano mais presente,
que ao futuro se lança,
apoiado em terna esperança.

Santos/SP

Imagem> Flores com Vasos, de Eliane Pasquetti


sábado, 19 de setembro de 2009


A BORBOLETA DO CASTELO
Guida Linhares

Construi meu castelo de sonhos
com devaneios jogados ao léu
cravejados de rubis tristonhos
avermelhados lançados ao céu

E ficava a fitar tantas nuvens
percebia em todas o teu rosto
entre matizes sentia vertigens
no medo de vir a ter desgosto

Assim afastei em desencanto
qualquer chance de encontro
preferi chorar meu cedo pranto
do que esperar um confronto

E nas horas tristes da noite
em que adentrava no castelo
tua lembrança era um açoite
aplanada a ânsia no rastelo

Paredes dialogavam tristezas
lágrimas de ilusão recolhida
rosas desabrochadas em beleza
não mais ostentavam a vida

Assim nosso castelo de sonhos
ruiu antes dos alicerces sólidos
sustentarem diálogos risonhos
transformado o amor em bólidos

Agora enfrento os dias sózinha
à procura da borboleta perdida.
Do amor vivenciado retrata
a sobra da paixão adormecida

Santos, SP
08/06/06

***

A BELA FACE DO AMOR
Guida Linhares

O amor quando chega
movimenta céus e terra,
na delicadeza que encerra.

Um doce compartilhar,
de sonhos guardados com carinho,
e o sentir de não mais estar sózinho.

É a face do amor que se mostra,
em suaves palavras pronunciadas,
e ao pé do ouvido sussurradas.

Coisas simples que ganham dimensão,
versos, fantasias e desejos,
tudo fica mais colorido, maiores ensejos.

E os dias passam entre risos e sonhos,
com abraços há muito acalentados,
e os doces beijos dos enamorados.

Santos/SP/Brasil
18/12/06

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009


ENQUANTO O MAR...
Guida Linhares

Enquanto o mar abraça a areia;
quero estar nos teus braços,
ser a tua sereia!
Enquanto o mar avança imponente;
quero ficar contigo,
e te ver contente!
Enquanto o mar brinca com suas ondas;
quero ouvir doces palavras,
não as escondas!
Enquanto o mar se equilibra nas marés;
quero sentir o teu aconchego,
da cabeça aos pés.
Enquanto o mar revela ousadia;
quero desvelar o amor,
ou então é tudo fantasia!

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